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Eu pedi autorização para utilisar um determinado instrumento. Mas a resposta foi "desculpa mas não. Tenta para o ano!".
Ora... vai buscar!!
Assim é que é.
Não tem muito a ver com os PhD aqui no UK, mas o conceito vai dar no mesmo... ou seja, passamos a vida inteira em altos e baixos de motivação.
Hoje sem dúvida alguma atingi um baixo de motivação...
Após uma semana um tanto ou quanto ocupadíssima (chegar tarde a casa quase todas as noites é fatigante), confesso que ir a Bath no fim-de-semana foi refrescante. Dormi bem, comi bem e ainda tive tempo para trabalhar um bocadinho.
Fomos ver o "An Education". É um bocadinho cliché e a meio da história já achava que era tão previsível que acho até me envergonhei por pensar inocentemente que o filme tinha algo a esconder. Não foi o melhor filme dos últimos tempos, sem dúvida. Mas fui ao Little Theatre em Bath, que é o cinema alternativo por lá. Duas salas e assentos com pouco espaço para as pernas. O ecrã tinha uma óptima imagem (melhor que a do Broadway!!).
Segue-se esta semana, com o 5th of November pelo meio (sim, sobrevivi ao Halloween sem ser obrigada a frequentar uma festa de máscaras!). Entretanto no dia 4 de Novembro já começo as aulas de yoga. Já comprei o meu yoga mat e tudo! É cor-de-rosa (pindérico, sim) mas vinha com um saco para transportar facilmente o tapete (daí submeter-me à pinderiquice). Além de que, quando eu aprender a fazer knit, farei o meu próprio saquinho...
Acho que vou declarar as quartas-feiras à tarde como dia de estudo.
Esta semana tomam-se decisões quanto ao reómetro. É bom que se tomem decisões certas e que me favoreçam... (fingers crossed)
E agora são horas de ir dormir. Já é ... tarde.
Tenho estado a estupidificar-me em frente ao computador. É ridículo. Mas o cérebro precisa.
Por agora acho que já chega. Vou fazer crochet e ouvir música.
Antes que me esqueça, fico contente que certa menina se tenha voltado de novo às andanças bloguistas. :) continua minha querida amiga, que eu leio avidamente cada post! :) (e comento! está claro!)
Ora aqui está um bom post acerca de um assunto muito interessante.
(Via O boticário)
É bem verdade. Eu vejo pela minha amiga que trabalha cá em comunitária que ela raramente ou mesmo nunca me falou de delegados de informação médica... é tão raro vê-la trazer porcarias de plástico e papel de propaganda farmacêutica... Não me lembro de ouvi-la falar sobre reuniões/ sessões de esclarecimento com DIMs... o que faz sentido. A hierarquia profissional por estes lados manda que sejam somento os gestores de loja e provavelmente os PCTs a ouvir propaganda médica/ farmacêutica.
Da minha fugaz experiência como farmacêutica comunitária em Portugal, lembro-me perfeitamente que durante o meu dia de trabalho, era muito normal atender vários telefonemas onde do outro lado falavam DIMs a pedir reuniões com a minha DT, ou então ser interrompida ao balcão por um delegado mais atrevido... Bonito foi uma vez quando uma delegada me repreendeu pois era a terceira ou quarta vez que nos telefonava e a nossa DT não poderia atendê-la. (!)
Relacionado com isto, lembrei-me que está na altura da Expo Farma, esse grande antro de propaganda... aonde eu já fui (no meu acto inocente de curiosidade) para depois trazer mil e uma tralhas made in china com um ou outro nome de medicamento lá estampado.
Por cá também existe uma "espécie" de Expo Farma. Mas chamar "uma espécie" é quase insulto (para a versão UK...). Na British Pharmaceutical Conference há interesse e participação dos vários ramos profissionais, onde eles até se vêem obrigados a dividir em Pharmacy Practice @ BPC e Science @ BPC. Escusado será dizer que a BPC, pelo menos na parte da ciência, funciona como plataforma de comunicação científica farmacêutica, tal como vários outros congressos científicos por esse Mundo fora. Acredito que haja algum marketing, claro.
(com esta "espécie" de comparação não pretendo dizer, aqui no UK faz-se melhor que aí em Portugal. Não. Pretendia dizer que aqui o marketing farmacêutico parece estar muito controlado...)
(por acaso tenho 1 caneta da AstraZeneca - que por acaso funciona bastante mal! não têm post-its, esse artigo de papelaria tão essencial ao trabalho... mas já tenho uns milhões que comprei na Paperchase... :) )
Lindo lindo é o facto de eu estar morta (de cansaço) e escrever frases lindas como "quando é que o dia acabar?" (vide post anterior, sff)
é que a conjugação do verbo ir deixou de existir por completo naquela frase... enfim. Ataques ao "português", às 2 da matina...
Mas escrevo aqui novamente, num espaço de tempo tão curto, pois é para vos informar que a curva de calibração e os resultados que estive a analisar ainda agorinha estão bastante bons. E para dizer bastante,é porque são mesmo mesmo mesmo bons. (um bastante equivale a três mesmos)
A questão é simples: ontem pedi a uma colega um método simples e rápido (e seu protocolo a seguir) para fazer uma análise quantitativa. Segui os conselhos e não correu bem. Duas vezes. Hoje lá tive de parar tudo e dar passos atrás e lá fiz como um protocolo bastante fiável (agora posso dizer isto com certezas!) me dizia para fazer. Resumindo, eu estou sempre a queixar-me que não há ninguém que me ajude... mas a verdade é que mesmo que me ajudem, não sei como vai dar torto e vou ter de acabar por me desenvencilhar sozinha. Vá-se lá entender isto...
(lá porque me tenha dado mal a mim, não quer dizer que não funcione com ela - aliás, ela garantiu-me que com ela dá sempre certo daquele modo! E eu confio que sim!)
E agora, ala que se faz tarde! P'rá caminha...
estou morta..
quando é que o dia acabar?? :(
praticamente não tenho tido tempo para respirar.
Ontem foi "girls night in" na casa da minha amiga egípcia (a Rana). Muito cómico. Acho que já não me ria muito em tão poucas horas, desde há muito tempo!
A parte mais gira é que comemos só porcaria, batatas fritas, pizzas, gelado. Por isso estou oficialmente em fase de depuração... :)
Agora, tenho de ir dormir. Está a ficar tarde e amanhã espera-me um loooooooooongo dia. :(
Passei o fim-de-semana em Bath, meio a trabalhar e meio em modo de relax. Como o concerto dos Noah and the Whale foi no domingo à noite (deve ter sido o concerto mais tardio que alguma vez assisti cá em Inglaterra), acabei por pôr folga no dia de hoje para poder voltar a Nottingham.
O Komedia, o local do concerto, é bastante grande. Acho que estava à espera de algo pequenino, como tem sido o costume até ontem. Fiquei surpreendida com a qualidade do som. Deve ter sido uma conjugação de boa acústica na sala e de bons técnicos de som! Não estava demasiado alto e não houve aqueles feedbacks do costume... Não saí de lá com os ouvidos a zumbir, ou se zumbiram, desapareceu depressa. (Ou isto é um bom sinal do som, ou estou a ficar mais surda...)
Quanto à banda confesso que gostei bastante, foi um bom concerto. Não são totalmente experientes, mas nota-se que querem mesmo mostrar o quanto sabem ser profissionais. Acho que aquele reparo do vocalista para o público [deu um pseudo-sermão referindo-se ao facto das pessoas comentarem as músicas com os amigos enquanto o concerto decorre; aconselhou apreciarmos a música deles em silêncio], foi um bocadinho pretensioso...
Em termos musicais, acho que o guitarrista (solista, muitas vezes) / teclista, é capaz de ser o mais experiente e parecia também ser o que muito provavelmente arranja as músicas. O vocalista tem o seu quê de Lloyd Cole e se não foi ele a escrever as letras das músicas, então certamente não terá sido o baixista! (ok, foi uma private joke)
Uma nota interessante: estávamos (eu e o Pedro) a caminhar em direcção ao espectáculo quando vimos dois rapazes, cabelos meio-compridos, barba grande e com óculos de massa pretos a andar lado a lado em frente ao Waitrose. Viro-me para o Pedro e digo "aqueles são irmãos ou quê?! A única diferença é que um é baixo e o outro é alto!"
Quando os Noah and the Whale subiram ao palco, não demorei muito tempo a descobrir que afinal os rapazes de uns momentos antes eram o baixista (o baixo) e o guitarrista-teclista (o alto). Curiosidades.
Nota ainda mais interessante: o rapaz que foi cantar antes da banda principal era o fã número 1 do Tom Waits. O género não me apele muito e as músicas que ele cantou, todas originais excepto uma cover do... Tom Waits, eram literalmente "o fado dos sete pecados mortais passados a ferro". Ou seja, uma música muuuuito chata. Coitado. Vinha de Nova Iorque. O que deve ser o mesmo de dizer que já sofreu bastante no metro de NY! um bem haja para ele... que tenha muitos fãs!
Nota final: aqui vai um link a um comentário ao concerto, de modo um bocadinho mais construtivo... :)
Na segunda-feira fomos a Alderley Edge, que é uma terra onde a AZ tem mais um site de R&D. (mais um...) O propósito foi o dia 29 de Setembro, o dia de revisão da AZ dos seus alunos de doutoramento espalhados pela Europa (leia-se UK, Suécia, Holanda).
O caminho para lá é atravessar o Peak District. Como eu sou uma rapariga esperta, lembrei-me de fazer update das músicas do meu iPod antes de ir na viagem. Resumindo e concluíndo, no meio de tanta paisagem verde soube muito bem ouvir Gaiteiros de Lisboa. Já não me lembrava do quando eu gosto dos sons "celtas" (estou a dizer alguma barbaridade?) E as letras, vozes, tudo em português.... soube-me muito bem!
Por isso já pus na lista de compras em Portugal (ou mesmo comprar via Amazon, vamos ver se há)... comprar a música dos Gaiteiros.
Ainda tenho mais para descobrir, bem sei. :) Há que actualizar o iPod...
Quanto ao evento da AZ, correu bem mas não foi nada de extraordinário. Confesso que fiquei contente da minha colega ter ganho o prémio de melhor apresentação oral. O meu poster teve bastantes comentários, mas sinceramente achei-o rasco!
Os updates no blog continuarão... eu tenho é de me mexer nas mil e uma tarefas que me esperam hoje à noite.