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São sete.
São sete vezes.
São sete dias.
São sete obrigações.
São sete.
E confesso que estou cansada. Duas vezes mais cansada do que o costume.
Eu pedi autorização para utilisar um determinado instrumento. Mas a resposta foi "desculpa mas não. Tenta para o ano!".
Ora... vai buscar!!
Assim é que é.
Após uma semana um tanto ou quanto ocupadíssima (chegar tarde a casa quase todas as noites é fatigante), confesso que ir a Bath no fim-de-semana foi refrescante. Dormi bem, comi bem e ainda tive tempo para trabalhar um bocadinho.
Fomos ver o "An Education". É um bocadinho cliché e a meio da história já achava que era tão previsível que acho até me envergonhei por pensar inocentemente que o filme tinha algo a esconder. Não foi o melhor filme dos últimos tempos, sem dúvida. Mas fui ao Little Theatre em Bath, que é o cinema alternativo por lá. Duas salas e assentos com pouco espaço para as pernas. O ecrã tinha uma óptima imagem (melhor que a do Broadway!!).
Segue-se esta semana, com o 5th of November pelo meio (sim, sobrevivi ao Halloween sem ser obrigada a frequentar uma festa de máscaras!). Entretanto no dia 4 de Novembro já começo as aulas de yoga. Já comprei o meu yoga mat e tudo! É cor-de-rosa (pindérico, sim) mas vinha com um saco para transportar facilmente o tapete (daí submeter-me à pinderiquice). Além de que, quando eu aprender a fazer knit, farei o meu próprio saquinho...
Acho que vou declarar as quartas-feiras à tarde como dia de estudo.
Esta semana tomam-se decisões quanto ao reómetro. É bom que se tomem decisões certas e que me favoreçam... (fingers crossed)
E agora são horas de ir dormir. Já é ... tarde.
Lindo lindo é o facto de eu estar morta (de cansaço) e escrever frases lindas como "quando é que o dia acabar?" (vide post anterior, sff)
é que a conjugação do verbo ir deixou de existir por completo naquela frase... enfim. Ataques ao "português", às 2 da matina...
Mas escrevo aqui novamente, num espaço de tempo tão curto, pois é para vos informar que a curva de calibração e os resultados que estive a analisar ainda agorinha estão bastante bons. E para dizer bastante,é porque são mesmo mesmo mesmo bons. (um bastante equivale a três mesmos)
A questão é simples: ontem pedi a uma colega um método simples e rápido (e seu protocolo a seguir) para fazer uma análise quantitativa. Segui os conselhos e não correu bem. Duas vezes. Hoje lá tive de parar tudo e dar passos atrás e lá fiz como um protocolo bastante fiável (agora posso dizer isto com certezas!) me dizia para fazer. Resumindo, eu estou sempre a queixar-me que não há ninguém que me ajude... mas a verdade é que mesmo que me ajudem, não sei como vai dar torto e vou ter de acabar por me desenvencilhar sozinha. Vá-se lá entender isto...
(lá porque me tenha dado mal a mim, não quer dizer que não funcione com ela - aliás, ela garantiu-me que com ela dá sempre certo daquele modo! E eu confio que sim!)
E agora, ala que se faz tarde! P'rá caminha...
estou morta..
quando é que o dia acabar?? :(
É normal uma semana ser caótica.
Nestes últimos três dias tenho chegado tarde a casa à noite. Na terça é devido ao francês. Ontem foi porque fui ver os xx. Hoje...
... bom, hoje foi interessante.
O meu orientador dos US (sim, eu tenho o dom de afastar os meus orientadores, mas este vive mesmo nos USA!) decidiu que queria falar comigo hoje. Obviamente, sendo uma pessoa ocupada, só podia a determinadas alturas pelo que eu sugeri "falamos depois da sua reunião que acaba as 3pm". Ora, eu sou uma pessoa que gosta de confirmar as coisas umas mil e uma vezes. E como ele vive do outro lado do Atlântico, fui investigar quantas horas de diferença são. Já suspeitava que seriam 5h. Mas li em vários sites que a hora seria GMT-4, ou seja, 4 horas a menos da nossa hora local.
Mas como eu faço 20 coisas ao mesmo tempo, something's gotta give... e portanto não reparei no site online que me diz as horas que são nos estados do Este dos US, na diferença horária.
Ora vejam aqui.
Neste momento diz "são 19h46 EST" e por baixo diz "GMT-4". Mas se repararem, 24h46 menos 19h46 são... 5 horas!
Ok, então eram 19h quando me apercebi do meu erro. Fiquei até às 20h30 à espera, que foi quando ele ligou e eu felizmente atendi. Houve principalmente: "queixinhas" do meu lado e explicações do outro. :-) Mas fico contente que alguém me entenda.... mesmo que seja do outro lado do Atlântico.
Amanhã haverá mais conversa por volta do almoço. Sim, porque vou a Bath, não posso estar ali até às 21h outra vez. Lamento... talvez noutra sexta-feira, mas amanhã não.
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Estas coisas dos fusos horários faz-me lembrar o episódio que o Cadilhe conta no "Planisfério pessoal", sobre o facto de ter de saltar um dia quando chega... à última linha longitudinal do planeta terra. O facto de passar de fuso horario GMT - 12h para GMT + 12h significa literalmente ter de saltar um dia para poder estar a "par do presente" no fuso horário GMT + 12h. Confuso? Muito.
Bom, aqueles que seguem o blog, ja sabem que eu aviso sempre quando me encontro nos dias imediatos as minhas partidas.
Amanha e' mesmo um desses dias!
Agora, toca a trabalhar... que ja se faz tarde!
Só para dizer que "sim, estou viva!"
Tenho andado tão ocupada que nem tenho tempo para me sentar a escrever aqui. Especialmente quando já tenho um post projectado para ser escrito sobre o meu querido livro do VS Naipaul! E o livro do JEA "O vendedor de passados" que li em dois segundos, comparado com o tempo que demorei a ler o livrinho sobre a Índia... Nestes ultimos dias tenho lido o livro "O Poder dos Sonhos" de Luís Sepúlveda. Muito interessante, até porque é quase um livro de memórias misturado com opinião do autor (opinião de acontecimentos "correntes"- de notar que o livro foi escrito em 2006!).
Mas tenho sono e hoje, certamente, não é dia de dar opiniões longas por estas bandas...
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Numa nota à parte, a minha querida amiga Teresa está neste momento a viajar por Inglaterra fora a caminho de Luton Airport... Vai para Portugal esta manhã (assim para o fim da manhã)! Ou seja, deixou-me aqui sozinha com a nossa "amiga"... Lá vou ter de fazer a lida da casa toda sozinha (eu não vivo para isto!)......... ou então não! Nem imaginam a quantidade de vezes em que me apetece ignorar tudo o que precisa de ser limpo e arrumado, para ver até que nível de porcaria é que ela consegue deixar a casa... Bom, considerando que ela na realidade não põe cá os pés...
Zzzzzzzzzz dormir!! (vou sonhar com as minhas férias!)
Estou aqui a escrever-vos so um bocadinho, porque sao horas de trabalhar (estou so a fazer uma pausa...)...
Hoje tive a discussao do relatorio do final do primeiro ano aqui. Foi interessante... apesar de, por um lado, ter ficado contente com o facto das coisas terem corrido bem, eu acho que por outro foi facil demais. Eu sinceramente acho que estava a espera de perguntas dificeis! Estudei o suficiente para saber responder a perguntas do tipo "como funciona este instrumento?" ou "sabes esta equacao?"...
Se por um lado estou contente, por outro acho que me sinto um bocadinho insegura quanto 'a aparente facilidade com que as coisas me foram dadas. E' como aquela frase "quando a esmola e' muita, o pobre desconfia!"
Nao quer dizer que nao me tenham bombardeado com perguntas, mas eu estava preparada para outro tipo de discussao... (que e' que hei-de dizer mais?)
Esta feito, pronto. Ja nao ha nada a fazer, ja passou e so me resta esperar que este proximo ano de trabalho seja prolifico o suficiente para que eu possa tirar o maximo partido no final, na proxima viva voce dessa vez, do meu verdadeiro "first year report".
Não vou julgar a pianista portuguesa por escolher a nacionalidade brasileira. O comentário público que fiz está aqui para se ler. Não concordo com as palavras do autor desse post, e o meu comentário até foca o problema do ensino da música em Portugal.
Nesse contexto, devo dizer que todo este acontecimento roça aquilo que tenho ouvido muito ultimamente: os portugueses esperam todas as beneces do Estado. Embora eu concorde em muitos casos, continuo a achar que quando se tem vivido numa cultura desse género, é difícil o empreendedorismo. O próprio Estado penaliza quem tem o empreendedorismo pois são a esses quem exige aquilo que não pode exigir a quem usufrui dos benefícios dados (óbvio).
MST deu uma entrevista ao DN onde também reflecte sobre a falta de empreendorismo em Portugal e o facto de até os mais privilegiados pedirem ajuda do Estado para sustentarem as suas fundações (como MST refere) ou outros projectos.
Acho que é um ciclo vicioso. Se não há cultura de autosustentação e criação de riqueza/cultura sem ajuda do Estado, este obviamente não tem a quem cobre os impostos sem ser os poucos que produzem algo. É injusto, pois os poucos que o conseguem, eventualmente deixam de o fazer pois sentem que as "beneces" que dão ao Estado não são aproveitadas convenientemente. Solução? Não sei. Mas um ponto de princípio seria criar regras para determinar especificamente quem e que tipo de projecto é que merece o apoio. Àqueles que criam riqueza, não se deveria desencorajar, penalizando-os por serem empreendedores.
Num tom mais cómico da notícia da MJP, aqui fala-se de prima-donas.