6 posts tagged “ajuda”
É normal uma semana ser caótica.
Nestes últimos três dias tenho chegado tarde a casa à noite. Na terça é devido ao francês. Ontem foi porque fui ver os xx. Hoje...
... bom, hoje foi interessante.
O meu orientador dos US (sim, eu tenho o dom de afastar os meus orientadores, mas este vive mesmo nos USA!) decidiu que queria falar comigo hoje. Obviamente, sendo uma pessoa ocupada, só podia a determinadas alturas pelo que eu sugeri "falamos depois da sua reunião que acaba as 3pm". Ora, eu sou uma pessoa que gosta de confirmar as coisas umas mil e uma vezes. E como ele vive do outro lado do Atlântico, fui investigar quantas horas de diferença são. Já suspeitava que seriam 5h. Mas li em vários sites que a hora seria GMT-4, ou seja, 4 horas a menos da nossa hora local.
Mas como eu faço 20 coisas ao mesmo tempo, something's gotta give... e portanto não reparei no site online que me diz as horas que são nos estados do Este dos US, na diferença horária.
Ora vejam aqui.
Neste momento diz "são 19h46 EST" e por baixo diz "GMT-4". Mas se repararem, 24h46 menos 19h46 são... 5 horas!
Ok, então eram 19h quando me apercebi do meu erro. Fiquei até às 20h30 à espera, que foi quando ele ligou e eu felizmente atendi. Houve principalmente: "queixinhas" do meu lado e explicações do outro. :-) Mas fico contente que alguém me entenda.... mesmo que seja do outro lado do Atlântico.
Amanhã haverá mais conversa por volta do almoço. Sim, porque vou a Bath, não posso estar ali até às 21h outra vez. Lamento... talvez noutra sexta-feira, mas amanhã não.
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Estas coisas dos fusos horários faz-me lembrar o episódio que o Cadilhe conta no "Planisfério pessoal", sobre o facto de ter de saltar um dia quando chega... à última linha longitudinal do planeta terra. O facto de passar de fuso horario GMT - 12h para GMT + 12h significa literalmente ter de saltar um dia para poder estar a "par do presente" no fuso horário GMT + 12h. Confuso? Muito.
Ontem não contei isto aqui porque estava a morrer de sono e já seria o meu 3º post do dia. Bom mas hoje tem de ser contado.
Estava eu no Tesco's (reles....cof cof) a arrumar as coisitas que comprei nos meus sacos (incluíndo aquele bem lindo que a amiga Ângela me deu! que diz Bróculos!), quando uma rapariga dirige-se à caixa onde estou com uma ficha tripla à inglesa na mão e a tentar explicar-se em inglês de que tinha comprado aquilo por engano. Eu não quero alongar-me muito neste pormenor, mas digamos que o inglês da rapariga não se percebia. Aliás, eu apercebi-me logo q ela deveria ser espanhola. A senhora da caixa chamou logo um rapaz (talvez fosse uma espécie de manager) e diz "olha, ajuda aqui esta rapariga que eu não entendi nadinha do que ela disse!"
E foi quando eu entrei em acção e comecei a ajudá-la a traduzir e a fazer-se entender. Claro que a deixei explicar-se sozinha, mas quando vi que não iria a lado algum... Bom, depois de um primeiro esclarecimento, lá foi ela com o rapaz à procura daquilo que ela queria. Não havia. Enquanto isso, eu paguei a conta e a senhora da caixa perguntou-me se falávamos a mesma língua e eu disse "é muito parecida". Mas depois lembrei-me da quantidade de espanhóis que conheço e conheci por estas bandas e que me dizem sempre que não entendem nadinha de português. Então reformulei a frase e disse "bom, é semelhante mas na realidade as diferenças que há não ajudam a que haja um grande entendimento...". Devo tê-la deixado confusa.
Reparei que o namorado da rapariga estava perto a olhar para mim. Mal me viu, começou por agradecer-me pela ajuda. Logo de seguida, tentou comunicar comigo a perguntar-me coisas (donde és, o que fazes... etc). O rapaz havia de ser galego pois o espanhol dele era bastante agradável e doce, além de que muitas palavras pareciam português. Ou isso ou, e de acordo com o que ele me disse na altura, ele fez um esforço para falar um espanhol mais fácil de entender (por ter vários colegas de trabalho portugueses).
Entretanto a rapariga chegou, parece que não vendem daqueles conversores de ficha europeia para ficha UK no Tesco's. Queriam devolver e receber o dinheiro. Eu lá lhes ajudei a explicarem que queriam fazer isso e que não tinham o recibo com eles. Mas depois, lá segui caminho para esperar pela Teresa (que andava ainda no ginásio).
Encontrei-os outra vez cá fora e na altura falámos mais um bocadito. E eu, na minha inocente e bacoca inteligência, sugeri que ficassem com o meu número, no caso de precisarem de alguma coisa. (isto porque o rapaz contou-me que só estavam cá há um mês). Ao que eles agradecem, e acrescentam "não, obrigado. Temos muitos amigos espanhóis!"
Eu, bacoca, é óbvio que engoli, sorri, acenei um adeus e disse boa sorte!
Ora, na minha sincera opinião até que entendo a lógica e acho piada.
No entanto, pensando com alguma seriedade fez-me alguma confusão, porque vendo bem a resposta, quase parecia "epá deixa lá, só vens dar trabalho, nós não queremos ter confusão de línguas e traduções!"
Foi engraçado. Como disse acima, ri-me com a situação e pensei "és tão ingénua..."
Vejo o noticiário quase todos os dias, leio as notícias online, e digo-vos que nada me chamou mais a atenção para este conflito do que estas fotografias que podem encontrar neste site.
Sem dúvida, isto preocupa mais do que a crise financeira. Dessa ninguém morre, somente fica mais pobre, mas não é por isso que vai morrer, a curto prazo, pelo menos.
E quantas vezes é que oiço falar disto nas notícias? Menos do que aquelas notícias sobre o malfadado credit crunch.
Hoje soube uma notícia (ou grupo de notícias) um tanto ou quanto dramática acerca de uma amiga com quem andei na escola do 5º ao 9º ano.
Dou-me por feliz por saber que existe a internet hoje em dia, para juntar mais facilmente as pessoas que estão longe umas das outras.
Mas é um pau de dois bicos. Notícias como estas são notícias que nos dão motivos para pular da cadeira e agir. Mas se estou longe e por isso é que recorro a internet para me manter a par das novidades dos meus amigos, então... agir define-se como? Não posso mudar de país assim de repente!
Agir, para mim, define-se não só no acto directo como no acto indirecto. O que interessa é a comunicação e o esforço de expressar a minha boa intenção de ajuda.
No entanto, sinto-me sempre helpless.
Por vezes é chato termos alguém que nos faça perguntas pertinentes sobre as nossas convicções. Obrigam-nos a pensar. Obrigam-nos a ver os problemas por outra perspectiva. Parece chato, pois parece que estão a desviar-nos dos nossos objectivos. Mas na realidade, estas pessoas dividem-se em dois tipos devido aos motivos que as levam a fazer-nos perguntas:
1) há aqueles que nos perguntam porque realmente querem saber.
2) há aqueles que nos perguntam porque na realidade não querem saber porque vemos assim as coisas e por isso estão a tentar que mudemos de paradigma, passemos a ver como eles vêem.
E é aqui que eu acho que as nossas convicções entram. Ou são fortes e mantêm-se na linha do original com algumas alterações de estética, fruto das considerações proporcionadas pelas pessoas do tipo 1. Ou então são pouco fortes ou mesmo fracas, e mudam facilmente de forma fugindo completamente à ideia original, graças à insegurança proporcionada pela pertinência das perguntas feitas pelas pessoas do tipo 2.
Por vezes temos de passar algum tempo a pensar se estamos a ir pelo caminho certo. Temos de pensar em que medida as questões que nos foram colocadas têm de ter influência nas nossas convicções e ideias. Mas temos sempre de chegar a uma conclusão.